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LIVReS
MANAGANA NO FIREFOX MARKETPLACE
 

A partir do novo player HTML5 do Managana já é possível levar o software livre de publicação digital da Ciclope para um número maior de aparelhos. Antes restrito aos sistemas Android e iOS, apps móveis criados com base no Managana podem agora chegar ao FirefoxOS e a todos os sistemas em que o browser da Mozilla leva a sua loja de aplicativos, a Firefox Marketplace. O Managana pode ser encontrado em

https://marketplace.firefox.com/app/managana

Ele pode ser instalado em computadores Windows, telefones e tablets FirefoxOS e Android a partir desse link.

MANAGANA 1.6
NO AR
AGORA COM SUPORTE A HTML 5
 

Em pouco mais de 1 ano de vida, o Managana chega à sua versão 1.6. A mudança da versão é a implementação de um player html5 para os conteúdos produzidos pelo software. Com isso, em computadores sem flash player ou dispositivos sem app instalado é possível acessar o conteúdo de comunidades do Managana diretamente no navegador, através do player HTML5.

Bem, é uma ferramenta e tanto, especialmente para certas publicações em que se deseja usar apenas o browser. Infelizmente o HTML5 ainda tem problemas sérios especialmente naquilo que nos é mais caro: o audiovisual. Ele não toca vídeo direto no navegador, precisa começar em pause para depois acionar o vídeo, o mesmo para áudio. Além disso os formatos de vídeo são uma confusão, com cada browser aceitando um e rejeitando outro. A gente vê que fizeram o padrão para ele não se tornar um, e para quando preciso for dizer: não, façam em HTML5 que é padrão que toca no nosso dispositivo, browser, sistema operacional… não é bem assim, e olha que além de nós a Microsoft já reclamou disso, o Facebook e outros.

De toda maneira, é uma implementação do software que busca deixá-lo ainda mais livre, e com opções para quem usa para publicar e navegar por conteúdos interativos.

MÍDIA SOCIAL CADA VEZ MAIS PRESENTE
 

… na nossa vida.

http://www.wired.com/business/2012/12/social-spike/

A revista Wired recentemente publicou duas belas tabelas de pesquisa da Nielsen mostrando o número de horas que as pessoas passam na internet usando ferramentas sociais. Tem os campeões, destaque para o WordPress, algo livre que está bem usado, o que mostra o tamanho e o potencial dessas pessoas em produzir coisas legais e alterar os destinos da internet. Os top são os conhecidos, face, twitter, google +. Há novidades com o movimento de subida e descida do uso das ferramentas com o passar dos anos. Essa lista é algo que gostaríamos de ver se diversificando ao máximo.

Outra leitura é a crítica da nossa imersão excessiva no meio digital, em detrimento de outras atividades ‘analógicas’, corporais, públicas, comunitárias etc. É o face tomando o lugar da novela, e quanto isso vai ficando mais barato de se produzir e como vai ficando mais fácil de veicular propaganda dirigida, preparar ações de marketing para atuar sobre as redes que estão ali. E as pessoas ali, o tempo inteiro, só vendo e compartilhando aquilo, postando ali, se comunicando ali.

Nunca o surgimento de opções  ‘out of the box’ foi tão premente.

O PESO DO GOOGLE NA INTERNET
 

Notícia que rodou o mundo. Uma pane no Google faz tráfego na internet cair em 40%. Mais importante é a leitura que se pode fazer dessa notícia. A comunicação mundial está cada vez mais dependente e atrelada a poucas empresas que arrebanharam usuários em todo o mundo e eliminaram concorrentes em feroz dumping alimentado pelo capital financeiro. Novos tempos para a internet, para a história dos meios digitais. Como escapar dessa verticalização vertiginosa, e do centralismo que isso acaba acarretando na sociedade?

http://adrenaline.uol.com.br/internet/noticias/17992/google-fica-fora-do-ar-por-2-minutos-e-trafego-mundial-cai-em-40-nesse-periodo.html

A INTERNET
EM IMAGENS
 

Dois sites incríveis que nos mostram facetas da evolução e funcionamento da internet em gráficos cujo design é em si algo também muito interessante, além das informações que trazem. São gráficos estupendos.

http://cargocollective.com/aizendaf/Atlas-of-the-World-Wide-Web

http://www.evolutionoftheweb.com/?hl=pt-br

OUYA, UM NOVO TIPO DE CONSOLE DE JOGOS?
 

Depois de bastante sucesso em uma campanha de crowdfunding que deve dar as caras por anos em palestras de especialistas, o Ouya, video-game criado com base no Android, foi lançado em clima de festa. O mote é direto e está estampado no site do projeto: “a new kind of game console”. Esse “novo” se refere à liberdade dada aos desenvolvedores para levarem jogos (e outros conteúdos) ao aparelho, fugindo das esfinges devoradoras que costumam barrar a entrada em sistemas tradicionais como os da Sony, Microsoft e Nintendo.

porque o Ouya é realmente novo?

A ideia “free the games”, outro dos mantras do Ouya, tem realmente funcionado. A partir do menu “discover” do aparelho (o equivalente a lojas como Google Play, Appstore ou Playstation Store) é possível encontrar jogos que dificilmente chegariam a concorrentes. E coisas muito boas, incluindo material experimental ou ainda em desenvolvimento, o que provavelmente seria visto como abominação em outros sistemas.

porque o Ouya não é tão novo assim?

Mesmo que a “discover” traga essa grande liberdade aos desenvolvedores, o princípio não é tão novo assim. Já temos alguns anos de jogos indies (alguns de muito sucesso) aparecendo nas listas dos figurões. Minecraft é o grande exemplo, seguido de perto por produções como Braid ou Fez. É verdade que o Ouya expande em muito essa liberdade, mas o conceito está aí desde o lançamento das appstores para celulares e tablets.

porque o Ouya não é novo? (ou “porque o Ouya é mais do mesmo?”)

Novo em relação a quê? Os conceitos que norteiam a produção do Ouya não são os dos consoles tradicionais. Na verdade o aparelho tem uma relação estreita com os tablets e telefones Android de onde herdou o sistema operacional. Assim que ele é ligado pela primeira vez você recebe uma mensagem já conhecida de muitos: crie a sua conta. Isso significa que o Ouya não funciona sem seu “ecossistema” que envolve ao menos uma comunicação inicial com o servidor do fabricante. Mais ainda: nada de jogatina sem um cartão de crédito, mesmo que você não vá comprar jogos. Isso não é novidade, não é mesmo?

porque o Ouya é realmente novo, mas num mau sentido?

Você se lembra daquele Playstation 1 que está guardado no armário? Lembra dos seus jogos? Bom, já faz alguns anos que você não o liga, mas pode fazer isso se quiser. O que vai acontecer quando, daqui a algum tempo, você procurar por aquele jogo bacana que você tanto amava no Ouya. O servidor ainda estará funcionando para você baixá-lo de novo se precisar? O aparelho terá se tornado mais um peso de papel? Mais grave ainda: recentemente tivemos uma recepção BEM ruim do anúncio do Xbox One da Microsoft que obrigou a empresa a voltar atrás em alguns pontos do design do sistema. Um deles? O que fazer quando você quer emprestar um jogo a um amigo? Ou vender algum que já não joga mais? Bom, nenhum dos jogos do Ouya pode ser trocado ou revendido. Onde está a comoção por isso? Essa é uma parte ruim do princípio de uso de tablets e telefones aplicado na íntegra a um console de games pela primeira vez.

(a Sony tem uma resposta divertida quanto ao empréstimo de jogos)

Um extra: você pode instalar aplicativos e jogos no Ouya que não vieram da “discover”, mas esse não é um processo trivial, o que torna a distribuição de jogos dessa forma inviável. Além disso, a necessidade da criação de uma conta de acesso (+ cartão de crédito) impede que o aparelho seja realmente “livre”, mas isso provavelmente pode (e provavelmente vai) ser solucionado com algum mod ou firmware não oficial para o Ouya no futuro.

CODE IS POETRY (MAS TAMBÉM É JAZZ)
 

Code is poetry! Quem está acostumado com o sistema de blogs mais usado do mundo, o WordPress, tem grandes chances de já ter ouvido (ou lido isso). É o que defendem os criadores do sistema, e para quem quer conhecer um texto bacana e rápido sobre o assunto, é só acessar:

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luliradfahrer/2013/07/1317458-codigo-e-poesia.shtml

Mas o que menos gente sabe é que o código também é música, no caso jazz. Cada versão do WordPress é dedicada a um músico desse estilo. A mais recente (3.6), por exemplo, é uma homenagem a Oscar Peterson. Para uma lista completa das versões/músicos, é só acessar

http://wordpress.org/about/roadmap/

Mas se você quer mesmo é ouvir as músicas, os próprios desenvolvedores do WordPress já se encarregaram disso:

http://www.lastfm.com.br/tag/wordpress-release-jazz

SOBRE A FALTA DE SEGURANÇA EM APARELHOS ANDROID
 

Surgem a cada dia novos alarmes de firmas de segurança e de publicações especializadas falando sobre um novo vírus para o sistema Android, um novo app malicioso, uma nova ameaça qualquer. Bom, isso não é incomum: na era de máquinas conectadas e do acúmulo de funções que muitas vezes envolvem dinheiro, é bem natural que alguém procure brechas e se aproveite dos mais incautos. É assim no Windows, no Android, em qualquer sistema, mas também no mundo analógico: deixe a porta de sua casa aberta ou sua carteira no banco da praça que coisas similares acontecem.

E a similaridade “mundo digital/analógico” não está só no problema, mas também nas dicas de solução, só que aqui a questão pode ter implicações mais sérias. Um fato sobre a história humana é que ela tem a habilidade de se repetir. Já alternamos vários períodos de liberdade individual e da falta dela, e o chamariz para uma era de mais imposição vem muitas vezes do clamor das próprias pessoas por alguém que garanta a sua segurança em troca de cada vez menos direitos individuais. Censura e regras cada vez mais rígidas do que é aceitável ou não começam a aparecer nesses períodos e vão tomando a sociedade até um ponto de ruptura e daí… bom, é história.

Voltando à questão da segurança no sistema Android, que tal olhar com um pouco mais de cuidado as dicas dos especialistas? Uma comum: nunca instale software que não venha da loja Play – há até mesmo uma configuração nos aparelhos que faz isso de forma simples, impedindo o próprio dono de fugir do cercadinho do Google. O que, na verdade, acontece quando você faz isso? Você entrega para uma empresa o poder de censura sobre o que entra ou não no seu aparelho. Outra comum, que especialistas evitam dizer mas que “pessoas comuns” muitas vezes têm na ponta da língua: mude para um iPhone/iPad, que é mais seguro. De novo, a mesma questão: ao invés do Google você deu à Apple o direito de escolher o que você pode ou não acessar.

Essa é uma questão recorrente da história humana, mas agora com um viés diferente. Antes, em troca de uma segurança muitas vezes questionável, as pessoas entregavam cada vez mais aos seus governos o direito de determinar como elas viviam. Agora, na época do nosso “capitalismo-mais-que-tardio”, são às empresas privadas que recorremos e damos o direito de dizer o que podemos ou não fazer…

CUIDADO: CAFÉ QUENTE PODE QUEIMAR E FAZER O SONIC CAIR!
 

A princípio as duas coisas podem parecer não ter relação. É bem claro que café quente queima, mas a ligação entre isso e uma das mortes mais comuns do mascote da Sega não é exatamente nítida…

Bom, começando pelo café, o aviso sobre a queimadura ainda é piada pra muita gente mesmo depois de ter ficado comum em copos descartáveis pelo mundo. Isso não é um fato isolado: cruzamos com muitas dessas marcações óbvias no dia a dia. Óbvias também são muitas notas, dicas, tips que aparecem no mundo digital. É um sinal contemporâneo que, claro, mantém uma relação estreita com a contraparte analógica. É a era do bem explicadinho, do menor esforço, da minimização de frustrações e do processo de tentativa e erro (e do medo de processos também).

E o Sonic? Bem, o mundo dos games costuma tirar muitos 6 no dado e tende a andar na frente, ditando tendências, “pro bem e pro mal”. É curioso como as marcações excessivas podem ajudar a datar games, mesmo que sejam reencarnações de produções passadas. É o caso de um dos jogos mais famosos da Sega. Sonic 2 foi lançado em 1992. A série teve um novo capítulo, em 2012, com Sonic 4 episode II. Fora gráficos e sons melhorados, o jogo serviu pra alegrar antigos fãs por manter a jogabilidade do passado… mas nem tanto: muito do estilo da nossa época está lá, como não podia deixar de ser. Em especial, um aviso impensável na época de estreia de Sonic salta aos olhos: cair em precipícios mata você!

sonic4

Seria essa minimização da tentativa e erro uma (das muitas) características que têm atraído cada vez mais pessoas ao mundo dos games? A frustração por não conseguir algum feito em jogos tem notoriamente diminuído com o tempo. Uma recente notícia sobre a inabilidade de jogadores atuais em vencer os níveis iniciais do clássico Super Mario Bros circulou pelas redes sociais e foi rapidamente desmentida, mas será essa uma mentira com fundo de verdade? Terminando: essa questão do mais fácil/mais difícil é mesmo válida ou temos aí simplesmente um estilo de época na praia dos games?

Pra quem ficou curioso, um pouco do Sonic 2 e do Sonic 4 episode II. Em tempo: ambos são ótimos!

ARTE DIGITAL NO PROGRAMA BRASIL DAS GERAIS
 

Na quarta-feira dia 22 de maio o programa Brasil das Gerais da Rede Minas traz uma conversa sobre arte digital. Nela, Lucas Junqueira apresenta o software livre Managana (www.managana.art.br) para publicação digital desenvolvido pelo Ateliê Ciclope. Ele fala também do projeto Reimaginando BH (www.reimaginandobh.art.br) que começa com o documentário O Aglomerado da Serra sobre uma das maiores regiões de favela do país.

O programa vai ao ar as 20 horas. Para quem não recebe a Rede Minas e casa, toda a programação pode ser conferida diretamente pela Internet:

http://www.redeminas.tv/

O programa pode ser conferido na íntegra também no Youtube logo após sua exibição:

http://www.youtube.com/user/brasildasgerais

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