COMPARTILHAR
LIVReS
FACHADA DIGITAL
DO ESPAÇO ISRAEL PINHEIRO
 

fachada-digital

Em primeiro de outubro, com a abertura da exposição ‘Serra da Capivara: os brasileiros de mais de 50 mil anos’, o Espaço Israel Pinheiro, em Brasília, estreia mais uma instalação multimídia produzida pelo ateliê Ciclope.

A Fachada Digital do Espaço é um sistema de projeção de audiovisuais interativos que transforma a fachada do prédio num painel vivo com informações sobre o Espaço e seus projetos. A projeção ocorrerá nas noites em que o Espaço ficar aberto.

O sistema, baseado no nosso software livre Managana, permite interação com as projeções através da internet tablets e smartphones. Permite também a atualização à distância e integração com redes sociais como twitter e facebook. A Fachada Digital está completamente integrada ao sistema de projeção no auditório e também ao site do Espaço Israel Pinheiro.

Clique aqui para ver on line o conteúdo da Fachada Digital

   

DIASPORA*: COMEÇANDO A USAR UMA REDE SOCIAL MAIS ABERTA
 

Atualização: já há um pod brasileiro na rede diaspora*. O endereço é https://diasporabr.com.br/.

As notícias recentes sobre invasão de privacidade em emails, redes sociais, aparelhos móveis e todos os lugares tocados pela Internet têm causado a mudança de alguns hábitos nas pessoas. Um deles é a procura por serviços oferecidos por entidades ligadas a software livre. Alguns deles chegaram, inclusive, a ter sobrecargas com a chegada em massa de novas pessoas, como é o caso do identi.ca (que funciona na plataforma livre pump.io). Um serviço em destaque nessa linha é a rede diaspora*. Ela funciona de forma parecida com o famoso Facebook, mas ainda com menos recursos e uma diferença fundamental: não está nas mãos de apenas um grupo de pessoas ou empresas: qualquer um pode montar seu próprio servidor, “pod” na nomenclatura oficial, e se integrar ao conjunto.

Usar a rede diaspora* (sim, há um * on final do nome) começa na escolha de um desses pods. Há uma lista atualizada de vários deles no site pod uptime:

http://podupti.me/

Este primeiro passo pode confundir os iniciantes, mas é um dos fatores que dá força à rede. Ao contrário do Facebook, por exemplo, onde há apenas um provedor do serviço (o próprio Facebook), a diaspora* funciona de forma similar a um email: você pode escolher onde quer ter a sua conta e se comunicar com pessoas que escolheram outros pods. Se não estiver satisfeito, basta mudar de servidor. Na hora da escolha do servidor pelo pod uptime, confira o país onde ele está (nenhum brasileiro na lista ainda, infelizmente, mas todos funcionam em português). Verifique também a avaliação dos usuários (user rating), que mede a satisfação dos que já estão lá…

Com o pod escolhido, é hora de criar a conta. Basta entrar e seguir um procedimento normal de criação de conta que estamos acostumados na Internet. Em pouco tempo você vai ser levado a uma tela bem familiar para usuários de redes sociais, o seu “fluxo” (“mural” na terminologia do Facebook).  Há vários elementos familiares na tela e vale a pena gastar um tempo clicando por lá e descobrindo os caminhos. Algumas dicas básicas:

  • Seu identificador na diaspora* é formado sempre pelo apelido que escolheu + @ + endereço do pod. O meu, por exemplo, é “chokito76@pod.orkz.net”. Caso não se lembre do apelido que escolheu, basta clicar no seu nome para ver uma tela de informações.
  • Para adicionar um amigo à sua rede, escreva o identificador dele no campo de busca (fica no canto superior direito). Use o identificador completo, “apelido@pod”. Não importa que ele tenha escolhido outro pod – todos eles se comunicam.
  • Há, de início, uma lista de contatos já acrescentadas para você. Essa lista é montada com base nas hashtags que você indica quando cria a sua conta e podem variar de acordo com o pod escolhido. Isso faz parte de um dos princípios da diaspora*: as pessoas usam as redes para se informar e normalmente têm contatos que vão muito além dos conhecidos no “mundo real”. Você pode mudar as hashtags que segue a qualquer momento.
  • Não há a funcionalidade de envio de fotos, vídeos ou posts mais complexos, mas você pode acrescentar links às postagens que levem a eles: descentralizar e distribuir são palavras de lei. Crie seu blog (o WordPress é um lugar bacana pra isso) e use a rede diaspora* para levar seus amigos a ele, por exemplo.

Por enquanto você vai ter dificuldade em encontrar conhecidos na rede diaspora*, mas à medida que as pessoas descobrem e vão acessando o serviço vai ganhando mais vida. Pode ser, inclusive, uma boa oportunidade de descobrir novos contatos, não?

BUSCA NA WEB SEM IDENTIFICAÇÃO: DUCKDUCKGO
 

A preocupação com privacidade tem chamado a atenção nos últimos tempos. Notícias sobre espionagem que ligam grandes nomes da tecnologia e de serviços que usamos no dia a dia a violações de direitos individuais não param de aparecer. Mesmo antes dessa nova onda de matérias na imprensa, várias pessoas já andavam levantando a bandeira da coleta de dados pessoais durante a navegação para uso comercial. O que fazer nesse cenário, já que nos tornamos dependentes desses serviços?

Bom, sempre há alternativas. No caso de buscas, um serviço se destaca: o DuckDuckGo. Trata-se de um site de buscas com layout simples e com algumas novas ideias que chamam a atenção. A proposta de buscas sem identificar quem está procurando tem atraído a atenção de muitos e o serviço vem melhorando ao longo do tempo. Recentemente o projeto Gnome anunciou a mudança do serviço de busca padrão do Google para o DuckDuckGo.

Alguns links para os interessados:

o site de busca: https://duckduckgo.com/
a política de privacidade: https://duckduckgo.com/privacy
sobre o DuckDuckGo: https://duckduckgo.com/about
para desenvolvedores: http://duckduckhack.com/

O GRANDE IRMÃO MADE IN USA
 

Jamais poderíamos ter sonhado que o grande irmão ocorreria em um ambiente capitalista globalizado. Ele foi desenhado e nomeado pela literatura a partir da evolução dos sistemas socialistas totalitários. Não deixa de ser verdade, pois na China ele existe de forma explícita, com o governo controlando o que pode e não pode chegar aos cidadãos.

Entretanto, a partir da enorme concentração de recursos de telecomunicações e dados nas mãos de poucas empresas e em território americano, abriu-se uma oportunidade de vigilância global jamais vista. É importante ressaltar que além da vigilância secreta do governo, as empresas também usam os dados dos seus usuários, que aceitam suas condições em contratos de uso dos serviços ‘gratuitos’, que autorizam elas a fazer isso,

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/06/1294225-monitoramento-conta-com-pelo-menos-cinco-programas-secretos.shtml

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2013/07/11/para-chomsky-empresas-da-web-permitirao-a-governos-saber-tudo-sobre-internautas.htm

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/ativista-diz-que-facebook-viola-direitos-fundamentais

http://elpais.com/elpais/2013/06/28/opinion/1372411847_928983.html

Por fim uma matéria que mostra a guerra nos bastidores entre a mídia local e os grandes grupos de informática americanos. O Google já é o segundo arrecadador de publicidade no Brasil, atrás apenas da Globo. Não por acaso, a Globo abriu espaço para a divulgação do comprometimento dessas empresas com o sistema de espionagem americano. 

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/desdobramentos-da-grande-guerra-da-midia

MANAGANA NO FIREFOX MARKETPLACE
 

A partir do novo player HTML5 do Managana já é possível levar o software livre de publicação digital da Ciclope para um número maior de aparelhos. Antes restrito aos sistemas Android e iOS, apps móveis criados com base no Managana podem agora chegar ao FirefoxOS e a todos os sistemas em que o browser da Mozilla leva a sua loja de aplicativos, a Firefox Marketplace. O Managana pode ser encontrado em

https://marketplace.firefox.com/app/managana

Ele pode ser instalado em computadores Windows, telefones e tablets FirefoxOS e Android a partir desse link.

MANAGANA 1.6
NO AR
AGORA COM SUPORTE A HTML 5
 

Em pouco mais de 1 ano de vida, o Managana chega à sua versão 1.6. A mudança da versão é a implementação de um player html5 para os conteúdos produzidos pelo software. Com isso, em computadores sem flash player ou dispositivos sem app instalado é possível acessar o conteúdo de comunidades do Managana diretamente no navegador, através do player HTML5.

Bem, é uma ferramenta e tanto, especialmente para certas publicações em que se deseja usar apenas o browser. Infelizmente o HTML5 ainda tem problemas sérios especialmente naquilo que nos é mais caro: o audiovisual. Ele não toca vídeo direto no navegador, precisa começar em pause para depois acionar o vídeo, o mesmo para áudio. Além disso os formatos de vídeo são uma confusão, com cada browser aceitando um e rejeitando outro. A gente vê que fizeram o padrão para ele não se tornar um, e para quando preciso for dizer: não, façam em HTML5 que é padrão que toca no nosso dispositivo, browser, sistema operacional… não é bem assim, e olha que além de nós a Microsoft já reclamou disso, o Facebook e outros.

De toda maneira, é uma implementação do software que busca deixá-lo ainda mais livre, e com opções para quem usa para publicar e navegar por conteúdos interativos.

MÍDIA SOCIAL CADA VEZ MAIS PRESENTE
 

… na nossa vida.

http://www.wired.com/business/2012/12/social-spike/

A revista Wired recentemente publicou duas belas tabelas de pesquisa da Nielsen mostrando o número de horas que as pessoas passam na internet usando ferramentas sociais. Tem os campeões, destaque para o WordPress, algo livre que está bem usado, o que mostra o tamanho e o potencial dessas pessoas em produzir coisas legais e alterar os destinos da internet. Os top são os conhecidos, face, twitter, google +. Há novidades com o movimento de subida e descida do uso das ferramentas com o passar dos anos. Essa lista é algo que gostaríamos de ver se diversificando ao máximo.

Outra leitura é a crítica da nossa imersão excessiva no meio digital, em detrimento de outras atividades ‘analógicas’, corporais, públicas, comunitárias etc. É o face tomando o lugar da novela, e quanto isso vai ficando mais barato de se produzir e como vai ficando mais fácil de veicular propaganda dirigida, preparar ações de marketing para atuar sobre as redes que estão ali. E as pessoas ali, o tempo inteiro, só vendo e compartilhando aquilo, postando ali, se comunicando ali.

Nunca o surgimento de opções  ‘out of the box’ foi tão premente.

O PESO DO GOOGLE NA INTERNET
 

Notícia que rodou o mundo. Uma pane no Google faz tráfego na internet cair em 40%. Mais importante é a leitura que se pode fazer dessa notícia. A comunicação mundial está cada vez mais dependente e atrelada a poucas empresas que arrebanharam usuários em todo o mundo e eliminaram concorrentes em feroz dumping alimentado pelo capital financeiro. Novos tempos para a internet, para a história dos meios digitais. Como escapar dessa verticalização vertiginosa, e do centralismo que isso acaba acarretando na sociedade?

http://adrenaline.uol.com.br/internet/noticias/17992/google-fica-fora-do-ar-por-2-minutos-e-trafego-mundial-cai-em-40-nesse-periodo.html

A INTERNET
EM IMAGENS
 

Dois sites incríveis que nos mostram facetas da evolução e funcionamento da internet em gráficos cujo design é em si algo também muito interessante, além das informações que trazem. São gráficos estupendos.

http://cargocollective.com/aizendaf/Atlas-of-the-World-Wide-Web

http://www.evolutionoftheweb.com/?hl=pt-br

OUYA, UM NOVO TIPO DE CONSOLE DE JOGOS?
 

Depois de bastante sucesso em uma campanha de crowdfunding que deve dar as caras por anos em palestras de especialistas, o Ouya, video-game criado com base no Android, foi lançado em clima de festa. O mote é direto e está estampado no site do projeto: “a new kind of game console”. Esse “novo” se refere à liberdade dada aos desenvolvedores para levarem jogos (e outros conteúdos) ao aparelho, fugindo das esfinges devoradoras que costumam barrar a entrada em sistemas tradicionais como os da Sony, Microsoft e Nintendo.

porque o Ouya é realmente novo?

A ideia “free the games”, outro dos mantras do Ouya, tem realmente funcionado. A partir do menu “discover” do aparelho (o equivalente a lojas como Google Play, Appstore ou Playstation Store) é possível encontrar jogos que dificilmente chegariam a concorrentes. E coisas muito boas, incluindo material experimental ou ainda em desenvolvimento, o que provavelmente seria visto como abominação em outros sistemas.

porque o Ouya não é tão novo assim?

Mesmo que a “discover” traga essa grande liberdade aos desenvolvedores, o princípio não é tão novo assim. Já temos alguns anos de jogos indies (alguns de muito sucesso) aparecendo nas listas dos figurões. Minecraft é o grande exemplo, seguido de perto por produções como Braid ou Fez. É verdade que o Ouya expande em muito essa liberdade, mas o conceito está aí desde o lançamento das appstores para celulares e tablets.

porque o Ouya não é novo? (ou “porque o Ouya é mais do mesmo?”)

Novo em relação a quê? Os conceitos que norteiam a produção do Ouya não são os dos consoles tradicionais. Na verdade o aparelho tem uma relação estreita com os tablets e telefones Android de onde herdou o sistema operacional. Assim que ele é ligado pela primeira vez você recebe uma mensagem já conhecida de muitos: crie a sua conta. Isso significa que o Ouya não funciona sem seu “ecossistema” que envolve ao menos uma comunicação inicial com o servidor do fabricante. Mais ainda: nada de jogatina sem um cartão de crédito, mesmo que você não vá comprar jogos. Isso não é novidade, não é mesmo?

porque o Ouya é realmente novo, mas num mau sentido?

Você se lembra daquele Playstation 1 que está guardado no armário? Lembra dos seus jogos? Bom, já faz alguns anos que você não o liga, mas pode fazer isso se quiser. O que vai acontecer quando, daqui a algum tempo, você procurar por aquele jogo bacana que você tanto amava no Ouya. O servidor ainda estará funcionando para você baixá-lo de novo se precisar? O aparelho terá se tornado mais um peso de papel? Mais grave ainda: recentemente tivemos uma recepção BEM ruim do anúncio do Xbox One da Microsoft que obrigou a empresa a voltar atrás em alguns pontos do design do sistema. Um deles? O que fazer quando você quer emprestar um jogo a um amigo? Ou vender algum que já não joga mais? Bom, nenhum dos jogos do Ouya pode ser trocado ou revendido. Onde está a comoção por isso? Essa é uma parte ruim do princípio de uso de tablets e telefones aplicado na íntegra a um console de games pela primeira vez.

(a Sony tem uma resposta divertida quanto ao empréstimo de jogos)

Um extra: você pode instalar aplicativos e jogos no Ouya que não vieram da “discover”, mas esse não é um processo trivial, o que torna a distribuição de jogos dessa forma inviável. Além disso, a necessidade da criação de uma conta de acesso (+ cartão de crédito) impede que o aparelho seja realmente “livre”, mas isso provavelmente pode (e provavelmente vai) ser solucionado com algum mod ou firmware não oficial para o Ouya no futuro.

página 9