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LIVReS
QUANTA VIGILÂNCIA A DEMOCRACIA SUPORTA?
 

Richard Stallman, o grande mestre do software livre, nesse artigo de opinião percorre as principais questões que envolvem privacidade. Uma aula sobre o que deve e pode ser feito para nos proteger do grande irmão, em várias áreas, e de forma técnica e precisa.

(texto em inglês)

http://www.wired.com/opinion/2013/10/a-necessary-evil-what-it-takes-for-democracy-to-survive-surveillance/

TUDO QUE O GOOGLE SABE SOBRE VOCÊ
 

Muito se fala da montanha de informações que as grandes empresas da internet acumulam sobre nós. E a maior delas, o Google, pelo menos nos permite ver o que eles tem guardado sobre nós. Não só isso, mas podemos fazer backup para nossa máquina do que se encontra lá, e também apagar tudo ou parte dos dados. Isso já é um grande avanço, já que o facebook, por exemplo, não nos permite salvar localmente nossos dados. Se quisermos, temos que entrar página por página e copiar. O interessante é que antes isso podia ser feito…

Então, vamos lá, que tal dar uma olhada nos seus dados acumulados a partir de buscas, uso dos mapas, e demais serviços. Lembre-se, esses dados se referem à sua conta no Google. Conta que cria quando usa o G+ o Gmail, e não menos importante, seu celular ou tablet Android. Todos usam uma conta Google.

Para ver é simples, você se loga no Google e estando logado digita: https://history.google.com/history/

Você terá uma surpresa vendo o que existe guardado sobre você. E aquilo que não quiser, pode mandar apagar. Pegamos essa dica da Wired, depois que o autor de um texto apagou tudo seu, quando soube que a nova política de privacidade do Google avisava que ia integrar todos os dados e torná-los disponíveis para uso em todas as aplicações e para publicidade…

Ah, e sempre vale a dica, quando não for usar mais serviços Google, saia, pois o default é que você continua com eles, mesmo acessando outros sites… o mesmo vale para o Face e outros serviços.

 

 

QUE TAL USAR SEU TEMPO COMO DINHEIRO?
 

Em tempos de bitcoins e outras modalidades de moedas digitais, surge um interessante projeto que transforma seu tempo em ‘dinheiro’, permitindo a troca dele pelo tempo de outras pessoas. Que tal? Seria o tempo nossa última moeda? Há quem diga que talvez a moeda ideal fosse o joule, que tudo pudesse ser transformado na energia necessária para fazer algo ou envolvida numa prestação de serviços, e nós trocaríamos essa energia.

Aí está o site:

http://www.infomoney.com.br/minhas-financas/consumo/noticia/3146087/site-permite-usar-tempo-como-forma-pagamento

FACEBOOK COMEÇA A PERDER OS ADOLESCENTES
 

Estudos recentes dão conta de que os adolescentes europeus estão saindo do face para plataformas mais simples e diretas como o Whatsupp e similares. A eterna luta entre as gerações. Quando os pais pedem para ser ‘amigos’ dos filhos… está na hora de sair.

Em compensação… os estudos mostram também que os mais velhos entraram em peso no face nos últimos tempos. Antes, usavam apenas o careta e-mail.

http://tecnologia.uol.com.br/noticias/redacao/2014/01/16/facebook-perdeu-3-milhoes-de-adolescentes-entre-2011-e-2014-afirma-estudo.htm

CAI A NEUTRALIDADE DA REDE NOS EUA
 

O ano começa mal, com a queda da neutralidade da rede em recente julgamento nos EUA. Sem a neutralidade, os provedores poderão escolher quais dados priorizar e quais retardar, privatizando o espaço da internet e mudando sua mais importante característica. A briga promete ser boa, com ativistas, empresas de internet e grupos defensores da rede se posicionando contra as grandes corporações de telecomunicações. No Brasil não é diferente, a pressão das teles é no sentido de dar a elas esse poder. Mas uma vez que a onda pega, a internet não será mais a mesma.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/01/1397833-cai-neutralidade-da-internet-nos-eua.shtml

COMO CONCENTRAR EM ÉPOCA DE DISPERSÃO
 

Muito se tem falado e comentado sobre o aspecto dispersante das novas mídias e seus impactos na concentração, fundamental para a cognição e atividades intelectuais mais profundas, como o estudo. Uma entrevista da BBC traz um pequeno diagnóstico disso e dicas para evitar uma mente rasa.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/
2013/11/131122_entrevista_rosen_concentracao_pai.shtml?s

II SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE LITERATURA E INFORMÁTICA
 

De 2 a 13 de dezembro estaremos numa oficina de criação literária em ambiente digital no Núcleo de Pesquisas em Informática Literatura e Linguística da Universidade Federal de Santa Catarina.

Aqui segue o programa. Quem tiver disponibilidade e interesse, vale a pena acompanhar.

http://simposioliteraturainformatica.ufsc.br/

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OFICINA SOBRE O MANAGANA NA UFMG
 

Quer aprender um pouco mais sobre a nossa ferramenta livre Managana para publicação digital? Em conjunto com o Núcleo de Pesquisa em Conexões Intermidiáticas da UFMG vamos oferecer uma oficina apresentado o programa e criando uma revista eletrônica pronta para ser acessada em navegadores web e em tablets/telefones.

Será no dia 25 de outubro de 2013, sexta-feira, 14 horas. Para mais informações sobre a oficina, acesse

https://www.facebook.com/events/454075341377758/

As inscrições, gratuitas porém limitadas, podem ser feitas nesse endereço:

https://docs.google.com/forms/d/1C7UZCaLlR4TCxj2LySFEmp1kL6w6vJR-CJIeOgdFkZk/viewform

Vemos vocês lá ;-)

managana25102013

FACHADA DIGITAL
DO ESPAÇO ISRAEL PINHEIRO
 

fachada-digital

Em primeiro de outubro, com a abertura da exposição ‘Serra da Capivara: os brasileiros de mais de 50 mil anos’, o Espaço Israel Pinheiro, em Brasília, estreia mais uma instalação multimídia produzida pelo ateliê Ciclope.

A Fachada Digital do Espaço é um sistema de projeção de audiovisuais interativos que transforma a fachada do prédio num painel vivo com informações sobre o Espaço e seus projetos. A projeção ocorrerá nas noites em que o Espaço ficar aberto.

O sistema, baseado no nosso software livre Managana, permite interação com as projeções através da internet tablets e smartphones. Permite também a atualização à distância e integração com redes sociais como twitter e facebook. A Fachada Digital está completamente integrada ao sistema de projeção no auditório e também ao site do Espaço Israel Pinheiro.

Clique aqui para ver on line o conteúdo da Fachada Digital

   

DIASPORA*: COMEÇANDO A USAR UMA REDE SOCIAL MAIS ABERTA
 

Atualização: já há um pod brasileiro na rede diaspora*. O endereço é https://diasporabr.com.br/.

As notícias recentes sobre invasão de privacidade em emails, redes sociais, aparelhos móveis e todos os lugares tocados pela Internet têm causado a mudança de alguns hábitos nas pessoas. Um deles é a procura por serviços oferecidos por entidades ligadas a software livre. Alguns deles chegaram, inclusive, a ter sobrecargas com a chegada em massa de novas pessoas, como é o caso do identi.ca (que funciona na plataforma livre pump.io). Um serviço em destaque nessa linha é a rede diaspora*. Ela funciona de forma parecida com o famoso Facebook, mas ainda com menos recursos e uma diferença fundamental: não está nas mãos de apenas um grupo de pessoas ou empresas: qualquer um pode montar seu próprio servidor, “pod” na nomenclatura oficial, e se integrar ao conjunto.

Usar a rede diaspora* (sim, há um * on final do nome) começa na escolha de um desses pods. Há uma lista atualizada de vários deles no site pod uptime:

http://podupti.me/

Este primeiro passo pode confundir os iniciantes, mas é um dos fatores que dá força à rede. Ao contrário do Facebook, por exemplo, onde há apenas um provedor do serviço (o próprio Facebook), a diaspora* funciona de forma similar a um email: você pode escolher onde quer ter a sua conta e se comunicar com pessoas que escolheram outros pods. Se não estiver satisfeito, basta mudar de servidor. Na hora da escolha do servidor pelo pod uptime, confira o país onde ele está (nenhum brasileiro na lista ainda, infelizmente, mas todos funcionam em português). Verifique também a avaliação dos usuários (user rating), que mede a satisfação dos que já estão lá…

Com o pod escolhido, é hora de criar a conta. Basta entrar e seguir um procedimento normal de criação de conta que estamos acostumados na Internet. Em pouco tempo você vai ser levado a uma tela bem familiar para usuários de redes sociais, o seu “fluxo” (“mural” na terminologia do Facebook).  Há vários elementos familiares na tela e vale a pena gastar um tempo clicando por lá e descobrindo os caminhos. Algumas dicas básicas:

  • Seu identificador na diaspora* é formado sempre pelo apelido que escolheu + @ + endereço do pod. O meu, por exemplo, é “chokito76@pod.orkz.net”. Caso não se lembre do apelido que escolheu, basta clicar no seu nome para ver uma tela de informações.
  • Para adicionar um amigo à sua rede, escreva o identificador dele no campo de busca (fica no canto superior direito). Use o identificador completo, “apelido@pod”. Não importa que ele tenha escolhido outro pod – todos eles se comunicam.
  • Há, de início, uma lista de contatos já acrescentadas para você. Essa lista é montada com base nas hashtags que você indica quando cria a sua conta e podem variar de acordo com o pod escolhido. Isso faz parte de um dos princípios da diaspora*: as pessoas usam as redes para se informar e normalmente têm contatos que vão muito além dos conhecidos no “mundo real”. Você pode mudar as hashtags que segue a qualquer momento.
  • Não há a funcionalidade de envio de fotos, vídeos ou posts mais complexos, mas você pode acrescentar links às postagens que levem a eles: descentralizar e distribuir são palavras de lei. Crie seu blog (o WordPress é um lugar bacana pra isso) e use a rede diaspora* para levar seus amigos a ele, por exemplo.

Por enquanto você vai ter dificuldade em encontrar conhecidos na rede diaspora*, mas à medida que as pessoas descobrem e vão acessando o serviço vai ganhando mais vida. Pode ser, inclusive, uma boa oportunidade de descobrir novos contatos, não?

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