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LIVReS
SOFTWARE LIVRE VS. CÓDIGO ABERTO
 

Software livre e código aberto são a mesma coisa? Para os bons entendedores a resposta é um grande e sonoro não! Mesmo assim, para aqueles que não conhecem bem as duas propostas e mesmo para aqueles que estão começando agora a se familiarizar com o assunto, pode haver grande confusão. Pensando nisso, o “guru” Richard Stallman, fundador do movimento do software livre, nos apresenta um texto muito bom sobre o assunto, e sobre como a confusão entre os dois termos pode ser um grande problema para a sociedade.

https://www.gnu.org/philosophy/open-source-misses-the-point.html
(em português)

Por uma questão de idioma, há ainda mais confusão quando se trata do assunto em inglês. No idioma da terra do Tio Sam, as palavras para livre e grátis são a mesma: “free”. Isso faz com que o termo “free software” seja dúbio e provoque ainda mais desentendimentos.

 

PORTABLE APPS: SOFTWARE COM ROUPAGEM DE OUTRAS ERAS
 

Os sistemas operacionais têm ficado cada vez mais complicados nos últimos anos. O acúmulo de funções, muitas vezes questionáveis, tem criado esfinges que, mesmo lindas aos olhos dos usuários, criam enigmas praticamente indecifráveis para vários desenvolvedores.

Um resultado prático disso está nos programas que usamos. Para atender demandas de segurança ou design eles acabam tendo que “invadir as entranhas” dos sistemas operacionais se querem garantir funcionalidades como gravar opções ou oferecer recursos mais úteis aos usuários. Este é um cenário bem diferente de outrora quando bastava copiar a pasta de um software para transportá-lo para outro computador. Tudo estava lá: as bibliotecas necessárias para o programa funcionar, as opções…

Nesse sentido, o movimento de software livre tem uma vantagem. Com códigos abertos e sem a necessidade de proteger programas de serem copiados, há aqueles que se esforçam para trazer essa “roupagem de outras eras”, adaptando ferramentas bastante conhecidas para que funcionem independente de instalações, mesmo a partir de drives externos, como pendrives. A ideia é mesmo tornar os programas portáteis!

Uma dessas iniciativas que funciona em sistemas Windows é o PortableApps.com. Mesmo fugindo um pouco da premissa de simplificação, já que o site propõe um gerenciador para aplicativos instalados em um pendrive, os programas adaptados funcionam bem mesmo sem essa interface e podem ser usados sem ela. A lista de programas já disponíveis é extensa e sempre atualizada. Programas essenciais como navegadores (Firefox ou Chrome) podem ser encontrados lá e são uma ótima alternativa para carregar no bolso e usar quando você tem dúvidas sobre o uso da Internet em computadores alheios. Isso não garante a segurança da conexão, mas ao menos você terá em mãos um navegador não comprometido por extensões, complementos ou “barras” mal intencionadas.

Uma lista com os links para download dos programas adaptados. Tem pra todos os gostos:
http://portableapps.com/apps

Em tempo, para aqueles que gostam do Chrome mas têm restrições quanto à coleta de dados feita pelo navegador do Google, uma ótima opção é usar o Chromium (navegador de código livre no qual o Chrome se baseia). Há um instalador no formato dos portableapps bara baixar neste endereço:

http://crportable.sourceforge.net/

DUCKDUCKGO DE CARA NOVA
 

Em uma época de perseguições virtuais, aqueles que tentam não ser rastreados são automaticamente tratados com um pé atrás (olha um exemplo aqui). Nesse cenário, iniciativas como a do DuckDuckGo, que oferece um serviço de buscas anônimas, são cada vez mais importantes. Mesmo com todas as forças contra, o pato de gravata verde está fazendo parte da vida de mais pessoas a cada dia. Mais do que isso: o próprio site tem ficado cada vez melhor.

Recentemente foi inaugurado um layout mais moderno que, além de agradar aos olhos, traz novas funcionalidades e ajuda bastante na transição pra quem está chegando agora. Resultados de busca em imagens e vídeos já foram incluídos, mas se a funcionalidade que você precisa ainda não estiver por lá, existem os “bangs”. Bangs são pequenos comandos iniciados com um ponto de exclamação que redirecionam a sua busca a outros sites de forma criptografada. A própria pesquisa do google pode ser feita assim, acrescentando um !g nos termos da sua pesquisa.

Alguns bangs bastante úteis:

  • Wikipedia: !w
  • busca do Google: !g
  • busca em imagens no Google: !gi
  • busca em imagens no Bing: !bi
  • mapas: !m
  • Youtube: !yt

Esses são só alguns exemplos. A lista de bangs é bastante extensa e pode ser encontrada aqui: https://duckduckgo.com/bang.html

Por fim, para dar uma força e ajudar na manutenção, considere desativar add-ons de seu navegador que bloqueiem propagandas (como o adblock plus) no endereço do serviço. Sim, as propagandas existem por lá também e ajudam o site a se manter. A diferença é que no DuckDuckGo elas não são direcionadas, não sabem quem você é. É possível desativar os add-ons apenas para o site.

Que tal acessar duckduckgo.com agora?

QUER UM ROBÔ PARA ORGANIZAR SUAS FOTOS?
 

Ninguém questiona que houve um grande impacto em nossas vidas devido à profusão das câmeras fotográficas digitais. Esse fato, aliado ao grande número de redes sociais (e ao grande número de pessoas as usando), tem uma consequência: nunca tiramos tantas fotos!

Tarefa simples em um passado não tão distante, organizar as memórias de sua última viagem (normalmente depois de esperar alguns dias por revelações em papel) são hoje uma dor de cabeça para quem quer ter um registro mais coerente das lembranças. Nesse sentido, muitas iniciativas no mundo digital já surgiram como resposta a esse problema. Uma delas é o Google+ Stories que está chegando para Android e iOS em breve. A gigante de buscas/software/propaganda aposta em seus algoritmos de detecção, aliados a meta dados gravados em mídias digitais para criar automaticamente álbuns interativos que organizem alguma narrativa a partir dos cliques desordenados que nos acostumamos a fazer.

Quer conferir o resultado? Um exemplo fornecido pelo próprio Google (é só clicar na imagem):

Screenshot_2014-05-19-21-39-23

A grande questão agora é a mesma de sempre: estamos dispostos a fornecer cada vez mais informações a gigantes da tecnologia/propaganda/rastreamento?

Para conhecer mais sobre o Google+ Stories, confiram esse post no blog oficial do Google:
http://googleblog.blogspot.com.br/2014/05/google-stories-and-movies-memories-made.html

CICLOPE NO WORDCAMP BH DIA 17 DE MAIO
 

Sábado, dia 17 de maio, marca a chegada do WordCamp, evento oficial do WordPress, a Belo Horizonte. Para quem não conhece, o WordPress, software livre sob a licença GPL, é hoje a plataforma mais usada em sites por todo o mundo (inclusive este que você está visitando agora).

No evento, Lucas Junqueira, membro do Ateliê Ciclope e principal desenvolvedor do nosso software livre Managana para publicação digital, vai falar um pouco sobre o uso do WordPress em conexão com outros programas. Serão estudados dois casos: a revista do festival Eletronika de novas tendências (Managana + WordPress) e o ambiente tridimensional Liberdade (Unity3D + WordPress), criado durante o II Simpósio Internacional de Literatura e Informática NUPILL/CCE/UFSC, que aconteceu em dezembro de 2013, em Florianópolis.

A palestra acontece na sala 1 do evento, 13:50. Os ingressos para o WordCamp BH já estão esgotados, mas se você quiser conferir um pouco do que vai ser falado por lá, confira a apresentação online.

Alguns sites sobre o assunto:
WordCamp BH – 2014.belohorizonte.wordcamp.org
WordPress – www.wordpress.org
Managana – www.managana.art.br

SÍTIO DE IMAGINAÇÃO CICLOPE:
EM MAIO 12 ANOS ON LINE
 

Neste mês de maio o nosso Sítio de Imaginação comemora 12 aninhos desde seu lançamento no Museu de Arte da Pampulha em 2002. E pelo visto a criança continua a crescer e a se desenvolver firme e forte. Vamos tocando o barco, e veremos onde isso vai dar!

PARA A SÉRIE ‘SOCORRO! UMA PROPAGANDA ESTÁ ME PERSEGUINDO’
 

O caso de uma pessoa que se preparou para não ser rastreada na internet e suas dificuldades, inclusive quando começa a se tornar suspeita por estar ‘anonima’ e não permitir violações da sua privacidade.

http://www.brainstorm9.com.br/48450/tech/saga-de-uma-mae-que-escondeu-sua-gravidez-dos-robos-rastreadores-da-internet/

LEITURA SUPERFICIAL X PROFUNDA
 

A meca da tecnologia, a revista Wired, publica nesse mês um interessante artigo que discute as formas de leitura atuais e as distinções entre a leitura nas telas e no papel a partir do resultado de várias pesquisas.O título da matéria é bem divertido ‘Por que o dispositivo de leitura inteligente do futuro poderá ser o papel’.

É um assunto atual a questão da dificuldade de concentração das pessoas, especialmente da nova geração diante de leituras em dispositivos com alto poder de dispersão como os notebooks, smarts tablets. A materialidade do livro também é colocada em evidência.

(texto em inglês)

http://www.wired.com/2014/05/reading-on-screen-versus-paper/

SELFIELOGIA
 
SERTOES.ART.BR NA USP DIA 9 DE ABRIL
 

No dia 9 de abril, quarta feira, de 18 às 20 horas, vamos apresentar as produções do ateliê sobre o sertão na Oficina de Leitura João Guimarães Rosa, no Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo – IEB/USP, no prédio da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, 2º. Piso – andar superior – sala 1.

Abaixo o texto da programação de abril, da Oficina de Leitura João Guimarães Rosa.

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Álvaro Andrade Garcia, escritor, poeta, diretor de projetos multimídia,
vem apresentar o novo site www.sertoes.art.br, reformulado em março de
2013, e lançar o penfilm Sertão Vivo, um audiovisual interativo exibido
em Brasília e Belo Horizonte, no Espaço Israel Pinheiro e no Espaço do
Conhecimento UFMG.

De Belo Horizonte, ele é diretor do ateliê Ciclope, que reuniu no site
e na publicação em pen drive sua pesquisa e incursões pelo sertão. O
site publica na íntegra todos os conteúdos dos projetos Sertão de Minas,
Sertão Vivo e o livro O Sertão e a Cidade, publicado em papel pela
Editora Peirópolis e que já foi distribuido para os colegas da roda de leitura.

Diz o Álvaro que os projetos que realiza no sertão são marcados pelo
interesse em saber o que aconteceu na região justamente entre a
publicação do Grande Sertão: Veredas e os dias de hoje. O que ele
buscou durante mais de uma década foi percorrer a região e dialogar com
o que chamamos de ‘sertão’, vasculhando suas diversas ‘camadas’:
histórica, geográfica, literária, cinematográfica, simbólica, observando
as mudanças na paisagem natural e no modo de vida e pensar dos seus
habitantes.

A frase de Rosa que marca a sua trajetória no sertão é “ah Diadorim, e
tantos anos se passaram…” Ela o acompanha desde os anos 1980, quando
médico recém formado, morou alguns meses em São Romão, enquanto
trabalhava num romance ainda inédito e no livro de poesia Viagem com o
Rio São Francisco, e lia a obra de autores relacionados.

A apresentação do site e dos projetos será entremeada por uma pequena
seleção de passagens do Grande Sertão: Veredas, onde Guimarães Rosa de
alguma maneira prenunciava um sentimento de que as coisas iriam mudar
muito, como de fato mudaram. Em Grandesertão.br, Willi Bolle chama a
atenção para algumas dessas passagens, já que ele defende que o livro de
Guimarães Rosa pode ser considerado também como um réquiem.

 

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