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HTML 5 E AUDIOVISUAL NA WEB
 

Continuando a conversa sobre os rumos da internet, andei gastando um tempo com o alardeado HTML5. A especificação final da linguagem é esperada para depois do fim do mundo, marcado seguramente para 2012 de acord0 com as mais diversas fontes… Mesmo assim, fora o Internet Explorer, todos os maiores navegadores já podem ser usados para acessar conteúdo na linguagem. E funciona.

O que encontrei foi uma boa evolução do HTML “atual”, que abre muitas possibilidades pra exibição de vídeo, reprodução de áudio, desenho de imagens dinâmicas na tela e armazenamento local (meu favorito), o que é muito bom! Mas, ao invés de ver isso como algo que vai eliminar os plugins e outros acessórios, me parece que o HTML5 vem mais como um suporte do que como um substituto. Com o que temos hoje, e pelo que vi da especificação, o que vamos ter é um front totalmente novo de aplicações para web usando html5+flash ou html5+silverlight ou html5+o-que-for, o que é muito bom.

E nessas navegações, achei comentários interessantes sobre o assunto:

  • aqui, um engenheiro do Google fala que mesmo com o enorme tempo que ainda falta para a conclusão da especificação, o HTML5 já está pronto pra uso (concordo, ainda mais com a entrada do MSIE no hall dos navegadores suportados);
  • nesse artigo do IDGNow, o autor fala sobre essa simbiose com plugins e levanta a questão dos codecs.

Aliás, falando em codecs, esse parece ser mesmo o grande problema atual. Enquanto o H.264 se tornou o novo padrão da web (já tendo ultrapassado inclusive o flv), ainda existem muitos problemas. Primeiro, ele não é sempre totalmente implementado. O Safari, o Chrome, o Internet Explorer e o próprio Flash player, na mais diversas plataformas, dão ou darão suporte a ele, ou a “parte dele”, já que nem toda a especificação (chamados “profiles/levels”) é sempre incluída, em especial em aparelhos móveis que costumam ter que recodificar o vídeo para exibição ou mesmo impedir o usuário de assitir sob certas circunstâncias. O segundo problema está no fato de que o H.264 não é um codec livre, o que faz com que ele não seja implementado em navegadores como o Firefox ou o Opera, que se prendem ao OggTheora como solução (suportado também pelo Chrome). Mais uma vez, volta ao tempo das cavernas: vamos precisar players de vídeo que identifiquem o navegador e exibam o conteúdo seletivamente (ou usar um plugin que todo mundo tem e reduzir em muito os custos… o que vai ser?).

Atualização quente:

Para vocês que curtem as coisas livres da vida, notícia importante na área de vídeo. Acaba de sair o primeiro formato FREE de vídeo. Até então todos os forrmatos tinham algum tipo de licensa, mesmo que não se tivesse que pagar por ela, como o h.264. Mas agora a google liberou o V8. Pelo texto, a Adobe vai oferecer suporte no Flash.

http://createdigitalmotion.com/2010/05/and-just-like-that-webm-vorbis-and-vp8-became-real-open-video-standards/

E para quem não sabe formato foi muito tempo o principal formato do Quick Time, depois o formato principal da Adobe que passou ele para segundo lugar depois que o Google comprou. Uma verdadeira dança das cadeiras.

Por isso ainda aposto minhas fichas numa coexistência entre as tecnologias, até mesmo porque iniciativas regulatórias anti-truste dos governos têm dado resultado nos últimos tempos, e elas sempre vão nesse sentido.

Ah, e pros geeks de plantão:

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