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LIVReS
TEXTO INTEGRAL DO DECLAME O GESTO DA PALAVRA
 

O GESTO DA PALAVRA

(para ver vídeos da apresentação, clique aqui)

Texto do declame no Sarau do Memorial
30 de agosto de 2014 no Memorial Minas Gerais Vale
praça da Liberdade BH MG

Poesia?

Apresentarei a vocês um recorte da minha obra passando por textos de quase todos os meus 11 livros. Neles, colhi poemas que de alguma forma tocam na pergunta fundamental. Poemas, poeta, poiesis, eu diante da condição de ser um. O que é poesia e o que não é mesmo. Mesmo?

Lucas, parceiro no Sítio de Imaginação Ciclope, o sitio.art.br, vai discotecar a mente poética já publicada no ciberespaço. Ele fará isso ora em sinergia, ora em dispersão, na maior parte do tempo sem som, de forma mais cenográfica, numa projeção atrás de mim.

… Foi interessante a ‘pesquisa’.

Achei muitos poemas cheios de mais perguntas e novas respostas, quase todas válidas, e concluí: a poesia não tem contorno e suporte bem definidos, mas…

… que existe, existe.

Vamos convidar para este declame o primeiro dos nossos abuelos

O caso do cumpadi, a sua ‘formação’
por seu biluzinho,
pescador de januária mg, na beira do rio são francisco
(acervo do Sertão de Minas 1.0, hospedado em sertoes.art.br)

Espero trazer indícios, traços, pistas, para afinar em perguntas ou inquietações, melhor dizendo.

Pretendo ler poemas para nós e tecer uma rede em volta, construir uma ‘formação’.

Construir um castelo de areia para vê-lo ruir com a maré

De onde começamos, a partir do livro Monódias:

ABSOLUTA

o que faço é ser às vezes
o que muitos outros são

poesia definitivamente não é verso
busco o gesto das palavras

Tem uma anotação da mesma época.

ANOTAÇÃO

o poema nem sempre está
quase nunca deve
nem às vezes se espera

o ar não parece ocupar
e a língua não é apenas falar

Começaria tentando apresentar aqui um certo olhar, Esse ‘olhar’ da poesia.
O poeta observa a sua musa. Sentada na mesa de um bar.

A MUSA SÉRIA

de traço reto
e linha grossa
entre a testa e os olhos
cor de carvão
(cara-de-pai)
olhos sonsos – de quem não vê
(usa óculos e os põe por vezes)

lá está a musa
séria e reta
bem diante de mim
iluminada pelo neon
imaginada pelas palavras
distante dos olhos
que não vêem os óculos

a musa séria e reta
que agora me leva
mais um guardanapo

sobre-olho preto
boca suave
traço de seu-pai
corpo de mulher
a musa séria
com cara de desmaio
displicente
fixa num ponto da mente
toda mistério

busco os gestos do seu espírito
que acerta cada dessas arestas
cada vez que sobe a sobrancelha
sem dobra
e nos deixa um olhar
isósceles e sonso

O HOMEM DO BAR

era desalinhavado
ouvia-se e reclamava-se
o tempo todo

Os bens inestimáveis. De certa forma o território da desmedida.

SALTO NA DIVISA

livre no sertão
com um caderno de música
alegre e só no ermo
a paisagem grandiosa
que não cabe no quadro
a terra-e-o-céu
o cavaleiro da luz
no solapino
no plano desse horizonte
o cavaleiro da luz
salta na divisa
lá-se-vai
na pista desse dia
no plano desse dia
na divisa céu-e-terra
salve alturas!
salve larguras!
no plano sem ribanceira
o liso apenas
um vasto contorno
vejo de costas
vejo só teto
meus olhos palpam chão
meus olhos debruçam céu
ó mundo inóspito!
oxalá tivesse a fôrma
desse contorno grandioso

O É, o instante

ENTRETIDO

entre
duas paredes
gemelares
de sebo
de gota
de glande
tido
concebido
de boca
grande
de môro
turvo
concepcionado
través de mãe
viés de pai
visto
depois
como ente
valente
garoto
tido
entre tantos
tido entre
outros
possíveis
para ser
exatamente
o
É

trecho capturado do documentário Pan-Cinema Permanente
sobre Waly Salomão, dirigido por Carlos Nader )

Como começa 1 poema?
A busca do primevo, o início, as fontes.

A PROFECIA DO GÊNESIS

I
fora aos usurpadores
que se apropriaram
da nossa fome
fora! o sagrado
queremos também

II
agora lembramos
o código nos pertence
agora lembramos
amamos a terra e o mais entranho
dos perfumes de chuva
sabemos ser como os animais
e entendemos o porquê de morrer
estamos aqui antes da extorsão
e da usura

IV
quero o mundo antes da posse
quero o mundo antes do pasto
esta folha branca outra vez
a arte bizonte
o artista atrás da obra
o ciclo imutável da vida
passando aqui
quero navegar através das eras
e esquecer a pobreza do século
o tempo na larga
como o geólogo e o astrônomo
quero partos com dor
e a vida como ela é
desde sempre…


também não sou alegre

nem sou triste
e daí?
sou templário
o homem antes do bom selvagem
e de todas as formas de dizê-lo
como ser

antes da tora
todo dia um ritual
antes do paraíso
e de dante
mesmo, antes
nem bem nem mal
o que é bom
apenas
antes da fartura
ser cobiçada
ainda no uso-fruto
sem tiranos
com o prumo da raiz
e o sumo da planta
e a matriz de todas as seivas
na hora da vida
na hora da morte
a mesma medida
reto e correto
como um arco
a linha na linha
e o ponto no ponto
onde deve ser
porque
é a minha Lei
e vem antes de adão
do mundo
sem homens
sem costelas
sem terras
sem paraíso
a vastidão
a terra sem promessa
pronta para começar

Nomear. Quando uma palavra se torna.
O espaço dos nomes próprios.

O DICIONÁRIO PRIVADO

é nome
minha primeira intenção
e quando fizeram-me Álvaro
passei a pertencê-lo
e assim como todos os nomes
que se tornam próprios
agora ele é meu
com nuances e verbetes
indispostos nos dicionários

é um sudário
uma rachadura
um fecho
meu nome é uma sutura
nas paredes do tempo
não me grite, é vão
não me evoque
meu nome é um santo
esquecido e alongado
na têmpera do tempo
é um serviço
sacro em seu benefício
nele você se expia
e sabe o quanto se ama
ou se destrói

porque
certa vez
disse-me um
grão
não é
carma
seu nome
é darma de alma
é salmo da alma
seu nome

ALVARIAÇÕES

Alvíssimo
Alvarinho
Alvaroço
Alvarão
Alvaríssimo
Alvarado
Alvaror
Alvinho
Alvrinho
Alvorecer
Alvaredo
Alvoredo
Alvarada
Alvarinho
Alvura
Alvarido
Alvarez
Alvarento
Alvará

O testemunho de 1 tempo, ‘eu sou o cara, eu estava lá’.

MESSIAS DE 1 HOMEM SÓ

desencaixotado
rebelde de causa
um pensativo inveterado
um fracasso meditatório
uma espécie de silêncio
maldito até em casa
que já faz tempo
fala com cafundó
atalho de
notícia & pessoa
fogo & fadiga
afluxo de alegria
o pão da poesia
meu defeito de fabricação
meu sestro
meu verso
e minha alegria
‘eu sou o cara
eu estava lá’
eu sou a voz
que ousa
eu sou a vez
da dúvida
e duvido da morte
e duvido da dor
e não sei onde acabo
nem onde estou
perdoado & contente
‘eu sou o cara
eu estava lá’
ensandecido
desterminado
estado de alma
um poema imprenso
os perigos
e as idéias incontroláveis
livre, indébito
começo de tudo
fim de nada

A poesia é algo que acontece entre um massacre e outro.
Entre uma guerra e outra, sou mais um refugiado.

ÉRAMOS

sou um ocidental
produto do índio português
que veio à origem
e nos chamou do que era
sem saber quem éramos
sou um produto da matéria sexual
que serve à propagação
da idéia indoeuropéia
sou a fronteira
entre o leste e o oeste
estou no meio da tempestade
entre a rocha e a onda
o marisco
venho do resto
portugal é o resto
de uma diáspora mal sucedida
de um movimento
que partiu rumo às índias
e aportou aqui
e disse índios
os que éramos
e acabaram ficando
e seu trabalho foi
fundar uma zona
uma rodovia qualquer
que resolveram fazer
para pilhar a terra
ah! eu vivo aqui
faço parte do butim
em minas bósnia
são paulo bagdá
no rio haiti

Acima de tudo, o poeta é uma pessoa que tem uma relação para lá de especial com as palavras.

Do Verão Dentro do Peito.

A PALAVRA VIVA

a palavra lava o que agente mente
a palavra mente onde agente sente
a palavra cansa a palavra amansa
a palavra passa o que agente pensa
a palavra amassa
a palavra atrasa o que agente esquece
a palavra aquece o que agente teima
a palavra queima
a palavra fogo que agente apaga
a palavra tralha que agente afasta
a palavra gaga
a palavra lavra
a palavra ato
mato onde agente embrenha
a palavra exata onde nada ata
a palavra sacra
a palavra senha a palavra laca
amarga doce luz
assanha brilho soa
bela voa
a palavra garça
taça
a palavra que agente bebe
a palavra tonta
a palavra esquece
a palavra enterra o que agente troca
a palavra cava
a palavra cova
afoga trama aplaina
a palavra amaina
amanhece
a palavra espaço dia
como brisa

Poesia experiência sacra?

PREFÁCIO DE DEUS

no mundo que é cerca
busco as palavras da imanência
a boa luz
e meu deus tem esta fôrma
que não posso esquecer
ele é a minha palavra de súplica
de desejo mais sincero
meu paço de humanidade
converso com Ele
como se as palavras
fossem ele-elas-também

Ele me fez na forma de um nome
que louvo com a blasfêmia
das minhas faltas
e com a certeza da Sua compreensão
diante Dele sou puro
princípio e consagração
na luz que banha
a treva-eu
Sua presença me constrói
sem Ela
minha beleza se desmancha
em ossos baldios

Banal?

NADA DEMAIS

tudo é vulgar como o batom vermelho
e a saia justa de crochê
como os sorrisos da caixa
– as mentiras amargas e a música sertaneja –
a garapa escorrendo entre os dedos
o brilho na pedra falsa
– o Shop Pastel –

Guarapari
teus olhos de kitch me fitam
nossa cumplicidade…
as coisas em seu lugar
– doce é a vida, doce é o olhar –
o jeans délavé
o senso comum de mãos dadas
com minhas madrugadas
tudo é igual no fundo dos olhos
que se cruzam pelo caminho

da praia dos namorados à ponta das castanheiras
pedras toscas e negras
senhores aposentados
nomes no tabuleiro de damas
tatoos descartáveis
uma mineral de plástico
seu prisma neon
como um brilhante adocicado
e também aquele senhor
que hoje fabrica mentiras em mim
suas mesquinharias
a poesia banal, seu traço vulgar
a pizza esquecida
à noite no calçadão
o vento ressoa nos ouvidos
os caracóis som-de-mar
desejos de clareira
ver aquelas pedras trinar
nada demais
um filé com fritas
nada muito sério
um sunday de caramelo

A estética tropical, a luz implacável. A poesia em êxtase como no Caraça, naquele dia. Blake com uma pitada de Rimbauld?

CARAÇA

Pequena enxurrada de poesia
que antecede a chuva
que não chega a cair exatamente.

Santa Bárbara de Minas
Dezembro de 1991

cantareiras voando degraus no céu
trinchas grossas no céu
calmaria de cinzas
vapores de caules degraus
talo das plantas
os brotos a benção
calmaria de cinzas
trinchas grossas no céu
graneleiros no ar
rebentos odores
avisos passagem
o tenor do sol
o ruflar de nuvens
o também dos pássaros
ervas sementeiras
mãos úmidas por toda parte
talos e calos talos

mastigar as plantas sorver esperança
a saliva plena dos bosques
a supremacia os planos da afeição
aviltar as cascas as frinchas as lesmas
revolver mensagens paradeiros e fatos
tirar o som do sol o som do sim
tinir o balde azucrinar a mula
zurrar a bica sapecar a massa
os fatos com nacos de ti

estalidos
traques no céu
armaduras de chumbo
estacas estiradas
filete de água córregos
ferpas pó de água
estiletes estampidos borbulhos
plenos viços pulmões ferroadas
ares de ventania
sobrancelhas no céu

o fim de ornamentos
o fadado, os ciscos, os vãos
ruindo, destramelando
o dia tine, alveja a vida

A letra vem com a música, a poesia com o silêncio, li numa entrevista de Nando Reis.

Poesia não é para entender, entender é pedra, seja árvore disse Manuel de Barros.

OS AFAZERES DA PEDRA
(como em manuel de barros)

todos os afazeres da pedra
estão escritos antes dela
por que dali ela não moverá
por vontade própria
e de si
será
apenas
se em pedaços
lhe fizerem
oh deus
os afazeres da pedra
são tantos
silencio obsequioso
dureza, frio e aspereza
nas suas rugas não há velhice
mas tato de mineral
os afagos da pedra não me vêm
logo que sinto a dor e as faltas
posso ficar ali
por horas e dias
todo o tempo que tenho
de vida
e ainda assim
ela estará ocupada
em ser o que é

Poesia e lucidez, como em Fernando Pessoa.

“Eu é que sei. Coitado dele!
Que bom poder-me revoltar num comício dentro de minha alma!

Mas até nem parvo sou!
Nem tenho a defesa de poder ter opiniões sociais.
Não tenho, mesmo, defesa nenhuma: sou lúcido.

Não me queiram converter a convicção: sou lúcido!

Já disse: sou lúcido.
Nada de estéticas com coração: sou lúcido.
Merda! Sou lúcido.”

(Álvaro de Campos, in “Poemas”)

Não só o lúcido, o lúdico, como nestes POEMAS DE BRINQUEDO

PALAVRAS GÊMEAS UNIVITELINAS
(atenção: ler cantando, ritmo rápido com paradas no reco reco legal)

bole bole
mexe mexe
pula pula
pisca pisca
troca troca
quebra quebra
reco reco
legal

bora bora
quero quero
puxa puxa
nheco nheco
xup xup
lambe lambe
reco reco
legal

toque toque
puxa puxa
quebra quebra
tico tico
lambe lambe
xique xique
reco reco
legal

lero lero
xup xup
tico tico
rela rela
bora bora
bole bole
reco reco
legal

PALAVRAS GÊMEAS BI VITELINAS
(descobrir quais são separadas, têm hífen ou são escritas junto)

zig zag
tic tac
bate boca
pica mula

cabra cega
guarda chuva

mestre cuca
passa quatro
vice rei

couve flor
banho maria
lusco fusco
mestre sala
tira teima

maria mole
cata vento
guarda roupa
porta treco
ping pong
estrela d’alva
supra sumo

guarda pó
maria fumaça

ave maria
trem bala
porta avião
e guarda sol

A conversa de eternia. A literatura no seu sentido estendido. Uma rede que se conecta no tempo largo. Um diálogo multicultural e transnacional.

Da tradição ocidental converso com Pré Socráticos, Dionísio, Baco, Nietzsche, poetas franceses, americanos, latinos e brasileiros… Encontro muitos literários e libertários, em revolução, insurgência, indivíduos em crise com seus estados, tempos e valores.

Da tradição oriental, buda e o tao: a ressonância, o ritmo vital, a sincronicidade, a empatia, o vazio, o vaso o entre, o não é (wu wei), o yin yang e o silêncio. Uma mente pacificada em sintonia, uma mente coletiva e abrangente.

É a fissura que se abre entre essas escolas, a minha poesia.

O BUDA OCIDENTAL
(poesia da palavra literal)

meu buda tem
uma vara de pescar fogo
às vezes
apago seu fogo
num lago de aguardente
porque não suporto
seu perfume

meu nunca
tem um buda
deleitado
num berço
cego vasto
pasmo e ato

ESCULPINDO O DESEJO

traga-te o abismo
onde se talha, se despedaça
rompe a matéria do sol
ainda que rochas
onde se pára
entre pontes
fortaleça até a trinca
as rachas da fortaleza
o desejo alarga onde se dói

O BUDA DA PALAVRA

cristo foi condenado a morrer
pelos sábios do templo
e mesmo depois
de sagrado deus
quando sua igreja queimou
herejes na fogueira
e abençoou de morte
índios em suas terras
e galileu mentiu
para não virar pó
quando a arte degenerada
foi banida pelo reich
e os judeus calcinados
hiroshima também ardeu
em chamas e câncer
quando os cruzados abriram
a temporada infinda do fraticídio
e os descendentes das cinzas
voltaram para exterminar maomé
e quando ontem o talibã
demoliu o buda da montanha
a poesia ecoou
no precipício do seu princípio
e subiram em labaredas
desde alexandria
as chamas de palavras banidas
de todos os livros de silêncio
de todos os homens emudecidos
por todos os poderes
que se proclamam eternos
e eu perguntei
buda foi destruído?

minha poesia é um riso
do que pode o homem
onde não pode a tirania
e lá onde acaba o poder
está imóvel meu buda
a palavra sã
que jamais se esquece
e arde através do tempo
e mesmo que me calem
ainda que me matem
meu buda vai estar lá
no princípio que principia
ele tem uma vara de pescar fogo
e nunca se apressa

A palavra sã.

Destruição e renascimento. ‘Eu sou a rudeza destes pastos, queimados e renascendo…’ (Cora Coralina).

A esponja. Os nervos do entulho.

O HOMEM VAZADO

por que sou sênsaro
só tenho poros
e tudo me trespaça
eu pelica
eu de treliça
só tenho poros
sou todo furado
tudo me trespaça
eu pelica
eu de treliça

DULHAS

mecânica quântica

sinto até átomo
mudando de lugar

o ofício

o poeta é um
sabe-não-parar

o poeta em chuang tzu

o profeta-inspirado
o ato-impulso

o bom do menino

é cara de não sabe de nada
é nunca pensa da mesma maneira

POESIA FRACTAL

uns partem outros nunca
ao limite do infinito
a franja de pontos
o senso das fronteiras
o inexato encosto
entorno de ordem e caos
dois mares que se atracam
nunca e sempre vazantes

uns partem outros nunca
ao topo das lógicas
o absurdo entrevisto
o certo que não se palpa
com o entendimento
mas que se vê com olhos
que dão números ao infinito

Para terminar, uma intervenção do abuelo Tião Paineira, ele nos explicar como aprendeu a ser oleiro.

(para ver um documentário do DOC TV realizado com o Tião, clique aqui)

Será que poesia é cerâmica também?

Um tato na mente e uma expressura na mão?

Grato

Álvaro

ps:

Em ciclope.com.br os textos integrais e a visualização gráfica dos livros de poesia. Lá também alguns textos relacionados, da seção Acervo Álvaro Andrade Garcia:

O TRONCO NEGRO DO FARAÓ
A LIBERDADE DAS COISAS
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